Curitiba pode implementar política municipal para pessoas com vitiligo e psoríase

A Câmara Municipal de Curitiba está analisando um projeto de lei que propõe a criação de uma Política Municipal de Atenção às Pessoas com Vitiligo e Psoríase. A iniciativa, apresentada pela vereadora Camilla Gonda (PSB), tem como objetivo garantir diagnóstico, tratamento e apoio psicológico gratuitos para pessoas atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no município.

O texto destaca que o vitiligo — doença dermatológica crônica que provoca despigmentação da pele — e a psoríase — que causa lesões avermelhadas, descamativas e potencialmente dolorosas, podendo afetar também unhas, articulações e couro cabeludo — geram impactos estéticos e emocionais que frequentemente resultam em baixa autoestima, ansiedade, depressão e situações de estigma e discriminação.

Segundo os dados citados na proposta, o vitiligo afeta cerca de 1,2% da população branca e 1,9% da população parda ou negra. Já a psoríase atinge aproximadamente entre 1% e 3% da população brasileira, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Entre as diretrizes previstas no projeto estão a realização de exames para diagnóstico precoce, oferta de tratamento nas unidades de saúde municipais, acesso a medicamentos e capacitação de profissionais da saúde. O município também poderá firmar parcerias com universidades, centros de pesquisa, hospitais universitários e outras instituições para desenvolvimento de estudos e inovações tecnológicas relacionadas às doenças.

Protocolado em 31 de julho, o projeto já recebeu parecer da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal. Caso seja aprovado em plenário e posteriormente sancionado pelo prefeito, entrará em vigor após sua publicação no Diário Oficial do Município.

A proposta representa um avanço na garantia de atenção integral às pessoas com vitiligo e psoríase em Curitiba, contemplando cuidados clínicos, acolhimento psicológico e ações de conscientização.

Autor: Anton Smirnov