Licitação de até R$ 25,5 milhões prevê novo viaduto sobre a Linha Verde e alterações viárias que devem impactar deslocamentos no Xaxim.
A Prefeitura de Curitiba reabriu nesta quarta-feira (2) o edital para a construção de um novo viaduto sobre a Linha Verde, no bairro Xaxim. A estrutura faz parte do Novo Inter 2 e será implantada no prolongamento da Rua José Gomes de Abreu, conectando a via à Rua Pedro Dorigo. O projeto também prevê intervenções em outras ruas da região e a criação de um novo sistema binário para organizar o tráfego. A licitação tem valor máximo de R$ 25,58 milhões e recebe propostas até 5 de outubro. (Prefeitura de Curitiba)
A notícia interessa não apenas aos moradores do Xaxim, mas também a quem circula entre Xaxim, Capão Raso, Boqueirão, Hauer e outras áreas do Sul de Curitiba. Isso porque o Novo Inter 2 é um dos principais projetos de mobilidade atualmente em execução na capital e pretende alterar a circulação de ônibus e veículos em diversos bairros. A principal dúvida para o curitibano, portanto, é o que muda no trânsito e no transporte com esse novo viaduto?
Novo viaduto no Xaxim: onde será construído e como funcionará?
O novo viaduto será construído no prolongamento da Rua José Gomes de Abreu, passando sobre a Linha Verde e fazendo a ligação com a Rua Pedro Dorigo. De acordo com a Prefeitura, a estrutura terá aproximadamente 95 metros de extensão e será acompanhada por obras de infraestrutura nas ruas Vilson Brun, Dom José Marello, Vereador Oswaldo Nascimento Bittencourt e Hipólito da Costa. O conjunto integra o Lote 3.1 D do Projeto de Aumento da Capacidade e Velocidade da Linha Direta Inter 2. (Prefeitura de Curitiba)
A intervenção também deverá alterar a lógica de circulação dos veículos na região. O projeto prevê um binário entre o eixo José Gomes de Abreu/Pedro Dorigo, no sentido Sul, e a Rua Francisco Derosso/Avenida Brasília, no sentido Norte. Na prática, a ideia é distribuir melhor os fluxos e criar novas alternativas para quem precisa atravessar a região, reduzindo a dependência de determinados cruzamentos e trechos da Linha Verde. A execução da obra está prevista para durar 14 meses a partir da emissão da ordem de serviço. (Prefeitura de Curitiba)
Para o morador, entretanto, o benefício futuro precisa ser analisado junto aos impactos durante a construção. Obras desse porte normalmente exigem mudanças temporárias na circulação, movimentação de máquinas, alterações de acessos e atenção redobrada de motoristas, pedestres e comerciantes. A própria Prefeitura mantém um boletim de trânsito com informações sobre bloqueios e intervenções em diferentes bairros, recurso que pode ser útil para acompanhar mudanças próximas às áreas de obras. (Prefeitura de Curitiba)
A licitação precisou ser reaberta porque a primeira concorrência terminou sem contratação, após as empresas participantes apresentarem valores considerados inexequíveis para a execução do serviço. Agora, o edital permanece aberto para recebimento de propostas até 5 de outubro. O resultado dessa etapa será determinante para saber quando a obra poderá efetivamente começar. (Prefeitura de Curitiba)
O que o Novo Inter 2 pretende mudar no transporte de Curitiba?
O novo viaduto não é uma obra isolada. Ele faz parte de um projeto muito maior para aumentar a velocidade e a capacidade do Inter 2 e do Interbairros 2, dois importantes serviços da Rede Integrada de Transporte de Curitiba. Segundo a Prefeitura, o Novo Inter 2 requalifica mais de 38 quilômetros de vias diretamente relacionadas ao corredor circular e inclui intervenções que, somadas, alcançam mais de 70 quilômetros de ruas da cidade. O projeto conta com US$ 133,4 milhões em financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), além da contrapartida municipal. (Prefeitura de Curitiba)
A proposta busca enfrentar um problema conhecido por quem utiliza o transporte coletivo diariamente: ônibus que perdem tempo em congestionamentos e cruzamentos movimentados. Ao melhorar a infraestrutura viária, criar binários, requalificar pavimentos e implantar estruturas como viadutos e estações, o município pretende dar mais fluidez ao deslocamento. Em uma cidade na qual o transporte coletivo atende moradores de dezenas de bairros, pequenas melhorias em vários pontos do trajeto podem produzir efeitos acumulados na rotina dos passageiros.
O projeto também está associado à modernização do transporte público de Curitiba. A Prefeitura já apresentou o Novo Inter 2 como plataforma de entrada dos ônibus elétricos na Rede Integrada de Transporte, conectando a requalificação das ruas a uma transformação gradual da frota. (Prefeitura de Curitiba) Isso significa que a discussão não se resume à construção de viadutos: envolve também a tentativa de preparar a infraestrutura urbana para um sistema de transporte mais eficiente e menos dependente de tecnologias tradicionais de propulsão.
Para quem mora no Xaxim e nos bairros próximos, o resultado esperado é uma circulação mais organizada entre diferentes eixos viários. A região já recebe outras intervenções do Novo Inter 2, o que exige que os moradores acompanhem os cronogramas para entender quais caminhos serão afetados em cada etapa. Em janeiro, por exemplo, a Prefeitura informou que diferentes lotes do projeto estavam em andamento, incluindo obras no Xaxim, Hauer, Boqueirão, Uberaba e na ligação entre Curitiba e Pinhais. (Prefeitura de Curitiba)
Quando a obra começa e quem será beneficiado pelo novo viaduto?
Ainda não é possível afirmar uma data definitiva para o início da construção do viaduto do Xaxim. O primeiro passo é concluir a nova licitação, que recebe propostas até 5 de outubro, e depois cumprir as etapas necessárias para contratação e emissão da ordem de serviço. Somente a partir dessa autorização começa a contar o prazo contratual de 14 meses informado pela Prefeitura. (Prefeitura de Curitiba)
A obra deverá beneficiar principalmente moradores e trabalhadores que utilizam os eixos viários do Xaxim e áreas próximas. A conexão entre José Gomes de Abreu e Pedro Dorigo poderá criar uma alternativa para atravessar a Linha Verde, enquanto o novo binário deverá reorganizar o tráfego em direção aos principais corredores da região. Para comerciantes, a expectativa também envolve mudanças na acessibilidade e na circulação de clientes, embora os efeitos concretos dependam da execução do projeto e da adaptação do trânsito durante e depois das obras.
O histórico do Novo Inter 2 mostra que esse tipo de transformação precisa ser acompanhado com atenção pela população. Em outras frentes do programa, a Prefeitura realizou ações de orientação com moradores e comerciantes antes da execução de determinadas intervenções, explicando etapas, cronogramas e possíveis bloqueios. (Prefeitura de Curitiba) Essa comunicação é importante porque obras de mobilidade podem gerar transtornos temporários mesmo quando possuem objetivos de longo prazo.
Outro ponto que merece atenção é o impacto sobre quem depende diariamente do transporte coletivo. O Novo Inter 2 foi planejado para melhorar a operação de linhas que atendem uma parcela expressiva da população, com intervenções em corredores utilizados por passageiros de diferentes regiões. Dados apresentados pela Prefeitura indicam que o projeto alcança 28 bairros e está relacionado a um sistema que transporta milhares de passageiros em dias úteis. (Prefeitura de Curitiba)
Para o curitibano, a reabertura do edital representa mais uma etapa de um processo que deverá modificar a mobilidade no Sul da cidade nos próximos anos. O benefício esperado é uma rede viária mais integrada, com melhores conexões entre bairros e condições mais favoráveis para o transporte coletivo. Até que isso aconteça, porém, moradores e motoristas precisarão acompanhar as intervenções e adaptar seus deslocamentos conforme as obras avançarem.
O novo viaduto do Xaxim também mostra como decisões tomadas em uma licitação podem ter consequências diretas na rotina de milhares de pessoas. A obra não será apenas uma estrutura sobre a Linha Verde, mas parte de uma estratégia maior para reorganizar ruas, ônibus e conexões entre diferentes regiões. Para quem vive ou trabalha no entorno, acompanhar as próximas etapas será fundamental para saber quando as mudanças começam e quais caminhos serão afetados.
A expectativa é que, depois da fase de obras, a região tenha deslocamentos mais previsíveis e melhores conexões viárias. O desafio será equilibrar os transtornos temporários com os benefícios prometidos para o transporte e para a circulação urbana. Enquanto a licitação avança, o morador deve ficar atento aos comunicados oficiais da Prefeitura e às alterações de trânsito, especialmente nos trechos próximos às frentes de trabalho.












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